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 Cronica de Março  do Projeto Costapé2019.

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22.06.2019 COSTAPE:

 Etapa 8a 

Trafaria - Meco  30 kms

Etapa 8a -  Trafaria - Meco  30k

 

Mais um fim de semana que promete. Com três horas dormidas, apanho o comboio das 4 da manhã que vem do Porto. Mais parece uma camarata, com tanta gente a dormir. No embalo, encosto-me também e fecho os olhos. Às 6 horas chego a Santa Apolónia. Mais um pouco e passava da hora do autocarro para o Restelo. Está um dia espetacular, um céu azul limpo. Na estação fluvial de Belém, espero à beira-rio pelo primeiro barco que me lavaria até à Trafaria.

Há muito tempo que não andava num cacilheiro. Que enorme prazer recordar tempos em que atravessava o rio com a família e visitava o presídio da Trafaria. Agora, felizmente, tudo está diferente, mais colorido - o cinzento deu lugar ao verde. No trajeto fluvial, aprecio o Sol a nascer, as águas calmas do Tejo e um cheiro forte a maresia. Primeiro atracamos no Porto Brandão: ninguém entra e nenhum dos três passageiros sai. Vou na ré a desfrutar da paisagem: linha de Cascais, Serra de Sintra, as colinas de Lisboa e as falésias da margem sul.

Tenho um casal de caminheiros à minha espera e estou ansioso por chegar. Quando começo a andar, os pés em terra firme, surpresa das surpresas: uma pequena multidão aguarda-me. Que sensação incrível: 18 caminheiros e amigos do Grupo Desportivo Unidos do Arco (GDUA). Comovente ver todo este interesse em acompanhar-me, nem que seja um quilómetro. Quase todos conhecem o percurso, nem tenho de me preocupar.

Depois da Cova do Vapor, deparamos com uma maré baixa muito acentuada que facilita muito a nossa caminhada. Não é uma caminhada normal, é mais um passeio à beira do mar com amigos. Vou trocando umas palavras com todos, mostrando a minha gratidão.

Ao chegarmos à Costa da Caparica, está uma banca com pastéis e um licor para brindarmos a uma longa vida, cheia de coisas boas. Ali ficam alguns dos caminheiros, os que ainda vão trabalhar. Continuamos pelo paredão da Costa e entramos praia adentro, a maré baixa a parecer uma autoestrada. Uma faixa de areia dura faz-nos progredir rapidamente, alterando assim o traçado inicialmente previsto, mais duro.

Na linha do horizonte, a sul, vê-se o Cabo Espichel, a norte, a Serra de Sintra. O areal é a perder de vista. Passamos por todas aquelas praias a que só o comboio dá um rápido acesso. O comboio das praias da Costa já tem algumas décadas. A última vez que andei nele era ainda menino de colo. Cruzamo-nos com pequenos grupos espalhados pela praia, alguns a fazer nudismo.

Na Fonte da Telha, param mais alguns caminheiros. Seguimos pela praia, não há muita gente - possivelmente devido à instabilidade do tempo. Mais uns grupos de nudistas, algumas pessoas a caminharem, grandes bandos de gaivotas e pouco mais. A praia é toda nossa. Ainda restamos uns 10, uns mais à frente dos outros, mas todos bem-dispostos, como é apanágio deste grupo de amigos do GDUA.

Chegamos à Lagoa de Albufeira. Imaginem ir da Caparica à Lagoa sempre à larga pela areia molhada. Paramos para descansar um pouco e comer, aliviar peso de alguma maneira. Mais um par de caminheiros fica por ali. Trago comigo uns fabulosos pastéis de bacalhau. É só pedir umas cervejas no restaurante e está o almoço feito.

Falta pouco até ao Meco. Entramos num pinhal com areia mole. O trilho aproxima-se das falésias. Já tinha feito este caminho há cerca de dois anos, na Marcha do Atlântico. Comento com o Franclim que há zonas no percurso que estão completamente desfiguradas, devido às moto 4 e não só. Passamos pela praia do Meco, sem grande movimento. Mais uma subida e uns caminhos mais técnicos, sempre em areia solta. Obstáculos em sobe e desce, com pontes “pré-fabricadas” para o efeito.

Finalmente, com 30 kms percorridos, chegamos à praia das Bicas. Tenho um quarto duplo reservado no Campimeco e sou surpreendido, mais uma vez, por pessoal amigo de Corroios, que me fazem uma receção numa esplanada do parque. Mais umas bebidas, camaradagem, amizade, tudo à mistura. Uma festa num dia cheio de areia, mar e Sol. Obrigado ao Franclim e a todos os amigos, a todo o grupo do GDUA, uma companhia espetacular. Já depois do banho e de um descanso merecido, um jantar buffet espetacular. A noite é tranquila, mas já não estava habituado a atravessar o parque para ir à casa de banho.

 

Despesas:

Transporte – €1,25 (barco);

Refeição - €10 (jantar);

Dormida: €36 (Parque)

PPimenta

Video:

Trak:

Participantes:

Pimenta

Galeria 8a

Grande Caminhada de 1.200 kms pela costa Portuguesa

com cheiro a mar!...

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