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 Cronica de Março  do Projeto Costapé2019.

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Etapa 13B:

Domingo, 24 de novembro: Sagres – Lagos, 37 kms

 

São 7h30 e estamos na rua. A noite nunca é bem dormida, mas estamos sempre pron-tos a caminhar. A Elsa aparece e arrancamos em direcção a Lagos. Inicialmente, en-gano-me numa travessa em Sagres, quem diria! Rapidamente retomamos o trilho junto às praias e falésias.

De manhã andamos sempre à procura de um café, mas está tudo fechado, ainda por cima ao domingo. Vamos caminhando e variando de parceiro para falarmos, o que torna a aventura mais saudável. Passamos por praias lindas, com ribeiras, muito acolhedoras, com água muito calma. Aos poucos entramos num planalto com uma vista fantástica, não ao nível do horizonte, mas para baixo – falésias de meter respeito. Toda a paisagem é bela, uma imensidão. Mantêm-nos tranquilos os mantimentos que levamos nas mochilas, porque não se veem a olho nu sinais da civilização. O mar está lindo num azul pérola.

Seguindo o Trilho Vicentino, todos estão bem. Eu vou um pouco mais atrás, o António na frente, a Ana e a Elsa no meio e a Virgínia fecha o grupo. Por vezes, o trilho dá para falar quase os cinco em linha, noutras vezes é bem apertado. Quando digo apertado, acrescento algum desnível, por vezes técnico o quante baste. Com mais ou menos dificuldade, todos passamos. Por norma, os acessos às praias são os mais complicados, assim como as saídas, uma vez que se estendem em “vales” e as colinas têm que ser transpostas. Pessoalmente, já acuso algum cansaço de tanto subir e descer. Não estou bem, fruto também de não caminhar há um mês. As subidas continuam e sinto os tendões das pernas bem esticados. A minha progressão é lenta e em gestão.

Paramos na Praia das Furnas para comer qualquer coisa. À nossa frente, ergue-se uma bela parede e estamos a ver por onde atacá-la. De repente, aparece um casal a descer, ela ainda escorrega de rabo, nada de especial. É por ali que vamos subir. Depois do reforço alimentar, lá vamos nós. A chatice é que me sento um pouco cheio para respirar fundo. Vou mesmo devagar. A Virgínia faz-me companhia e subimos em passos bem pequenos. A Ana e a Elsa vão lá mais à frente, em bom esforço. O António está imparável, sempre a dar-lhe. O trilho é lindíssimo, e ao mesmo tempo bastante técnico. Cruzamo-nos com alguns estrangeiros que devem adorar estes recantos paradisíacos.

A caminhada começa a tornar-se um pouco dolorosa. Quando deixamos de olhar em redor e estamos só concentrados na nossa condição, deixa de haver prazer. Ao chegarmos à Praia da Figueira, decido fazermos o trajecto mais pelo interior. A média está a descer bruscamente, e com os dias pequenos tenho de arranjar solução para nos aproximarmos o mais possível do objetivo Lagos.

Caminhamos em direção à localidade de Figueira, também na esperança de encontrar um café aberto para hidratar e descansar um pouco. Para desgosto, dos dois que existem, um só abre às 15 horas e o outro está cheio de estrangeiros, num ambiente muito familiar deles. Não há coca-cola nem cerveja nem água e muito menos café. Um desespero. Está aberto um estabelecimento daqueles ao público? Enfim… Fazemo-nos à estrada e, uns quilómetros mais à frente, um hipermercado. Afinal, estão todos com vontade de comer e beber. Sentamo-nos.

Começo a fazer contas ao tempo e aos quilómetros e resolvo terminar a etapa na Praia da Luz. O trajeto tinha mais quilómetros do que imaginara, e os trilhos mais técnicos fizeram-nos perder algum tempo. Para nos despacharmos, há que gerir as coisas de maneira a chegarmos o mais rápidamente possível, ainda que caminhando pelo alcatrão, neste caso pela Nacional. É domingo e ainda teríamos de regressar a Lisboa.

A Virgínia fica na paragem de autocarro à espera de bus para Lagos, onde deixara o carro. A mãe da Elsa vem buscá-la. Eu, o António, o Hélder e a Ana continuamos a caminhar. A dada altura tentamos fazer um azimute por terrenos particulares, mas em vão. Está difícil chegar à Praia da Luz. Escurece. A Virgínia telefona a dizer que já nos espera na praia. “Então o melhor é vires ter connosco à nacional…”, sugiro-lhe. E assim acontece. Reencontra-nos quando faltam apenas quatro quilómetros para a praia da Luz, mas ainda iríamos demorar mais uma hora. Dou por terminada a etapa, que já leva mais de 30 quilómetros. Alguma saturação apoderava-se de nós, ou de mim, e regressamos a Sagres.

No final de dezembro, partiríamos da Praia da Luz, mas dessa etapa darei conta na próxima crónica. Chegamos de carro a Sagres já de noite. O António e o Hélder seguem de automóvel para Lisboa. Eu e a Virgínia, depois de um merecido banho, ainda jantamos antes de voltarmos à capital. Entro em casa às duas e meia da madrugada, no fim de uma jornada espetacular, sempre bem acompanhado, sabendo que por vezes estamos melhor e noutras pior, o que faz de nós humanos. Obrigado a todos pela participação e companhia.

 

Despesas: Almoço – €7 (vários); Jantar – €13; Transporte – €20

 

Video:

Trak:

Participantes:

Galeria 13B

PPimenta

Grande Caminhada de 1.200 kms pela costa Portuguesa

com cheiro a mar!...

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