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 Cronica mensal do Projeto Costapé2019.

23.02.2019    COSTAPE    ETAPA 2A    

 Viana do Castelo - Povoa do Varzim 49   kms

Sexta-Feira, 22: encontro em Viana do Castelo

 

Depois de uma longa viagem de expresso de Lisboa a Viana do Castelo, deparamos com uma cidade de lindos recantos iluminados, no centro histórico. Desta vez, somos seis participantes, alguns do Centro do País. Os quartos estão reservados e resta-nos procurar um lugar para jantar, mas prioritário mesmo é provar as célebres bolas de Berlim da Natário. Azar o meu: às 9 da noite já não há o bolo redondo que ganhou fama por estes lados. Ao jantar, cabrito. Aproveitamos para colocar a conversa em dia e trocar impressões sobre a longa etapa de amanhã.

Despesas: Transporte - €23; Jantar - €13; Dormida - €35

Sábado, 23: Viana do Castelo – Póvoa de Varzim, 53 kms

A alvorada é às cinco da manhã, com saída às seis. Dormimos pouco, mas bem, numa guesthouse perto da Câmara Municipal de Viana.

Noite escura, com temperatura amena, começamos a caminhar em direção à Ponte Eiffel, eu, o Gonçalves, o António, o Vítor, a Ana e o Jorge. A Igreja de Santa Luzia sobressai no alto do monte.

Já perto do mar, por detrás do parque de campismo, passamos na praia Luzia Mar utilizando a ecovia do Litoral Norte, que nos serve de guia durante alguns quilómetros. Em pleno areal, o primeiro obstáculo: um ribeiro que desagua na praia. É demasiado fundo, e convém ter os pés sempre sequinhos. Optamos por contorná-lo mais pelo interior

Progredimos por dunas e passadiços e por algumas belas praias, até pararmos na Amorosa. São quase 9 horas e tomamos o segundo pequeno-almoço, pois o primeiro tinha sido no quarto. Bebemos café e comemos umas sandes, e eu uma bola de Berlim, para amenizar a desilusão de Viana.

A cadência da caminhada é certa, pela frente temos muitos quilómetros, tanto em terra como em areia e outras vias. O Jorge, o mais robusto participante, segue na frente com a Ana, enquanto o Vítor os acompanha em bom ritmo. O experiente António Carvalho, num ritmo certo, sempre a andar, e o Gonçalves, o mais leve em todos os aspetos, nas calmas. Finamente eu, o mais pesado e sofredor, mas cheio de prazer por estar com companhia nesta aventura em que a paisagem faz esquecer distâncias. Grande parte do caminho é de uma riqueza ímpar ao nível da flora e apreciamos o horizonte onde o azul do céu se mistura com o do mar.

De salientar vestígios de mais frentes de trabalhos ao longo da costa. O programa Polis Litoral Norte tem feito trabalho louvável para que seja sempre possível caminhar junto ao mar.

Na foz do Rio Neiva, a primeira surpresa: não está lá uma ponte que aparece no mapa, possivelmente devido ao forte caudal do rio. Procuramos outro ponto para o atravessar, mais afastado da costa marítima, e encontramos uma ponte pedonal que, por sinal, também é passagem do Caminho de Santiago. Tiramos fotografias a essa ponte centenária, de pedra, onde a água corre cristalina. Um desvio de uns 4 quilómetros em relação ao previsto.

Esta zona de Castelo de Neiva é lindíssima. Exige tempo para espreitar algumas maravilhas históricas e naturais. Futuramente, será inaugurada uma nova ponte, integrada na ecovia, que ficará mais perto da foz do Rio.

Paramos junto a uma pequena casa em madeira que, das traseiras, parece um café com esplanada. Está fechado, para desgosto geral. Uma peregrina espreita o mapa, também ela esperançada que ali houvesse algo para se refrescar.

Caminhando por terrenos agrícolas e protegidos do mar pelas dunas, chegamos a Esposende. Uns transeuntes locais que nos acompanhavam há já algum tempo ouvem-nos falar em almoço. Interrompem-nos para darem sugestões. Já passa do meio-dia. Entramos num restaurante e perguntamos se podemos petiscar. A sala está vazia, mas o gerente responde-nos, um pouco arrogante, que não fazem serviços de snack bar, só almoços. Somos seis, sempre faríamos algumas despesa, só não queríamos almoçar porque o estômago fica pesado e perdemos tempo precioso. Nem ai nem ui, saímos em silêncio – que falta de amabilidade! - e vamos ao outro lado da estrada comer umas baguetes e beber umas cervejas para enganar o estômago.

Uma hora depois, partimos em direção ao mar. Um espetáculo: muita gente a fazer desporto, a correr ou a andar, e famílias junto à água. Está um dia excelente e à tarde ainda melhor, a marginal de Esposende repleta de história e movimento.

As pessoas olham para nós muito intrigadas, por caminharmos para sul, mas sorriem-nos, sempre simpáticas.

Passamos o rio Cavado rumo a Ofir. Adoro a praia e, mais uma vez, as esplanadas cheias. O mar está um pouco bravo, mas tem uma cor linda. Para encurtar, seguimos pelo areal, sempre com um olho na maré alta, a controlar as ondas.

Uns quilómetros à frente, sinto uma enorme dor de barriga. Entro num restaurante com umas belas espetadas de chocos à entrada e peço licença, quase curvado, para usar o WC. A santa que está ao balcão diz-me logo: “Ó de Deus, vá a vontade.” Os meus companheiros aproveitam para beber finos e logo me junto a eles.

Já com perto de 40 quilómetros nas pernas, a noite a cair docemente, o cansaço faz-se sentir. Apesar de habituada a correr, a Ana acusa a fadiga. São já muitas horas a pé. Por sorte está a passar uma carreira e dá-lhe boleia, à Ana e ao companheiro Jorge, até à Póvoa de Varzim. Os quatro restantes entramos pela noite a caminhar, ora em passadiços, ora em estradas municipais. Com 50 quilómetros acumulados, o que é já ali pode ser muito longe. Sempre a andar bem, numa boa média, chegamos finalmente à Póvoa. Finalmente, o tanas! As baías enganam: aquela, a da Póvoa, nunca mais acaba, e ainda temos de passar outras povoações coladas umas às outras até ao nosso destino, mais ou menos a meio da baía.

Chegamos doridos mas felizes. Com mais de 53 quilómetros a pé, desde as seis da matina, entramos nos quartos pelas 21 horas. Atende-nos a Dona Graça, com sotaque francês de Paris. Pergunta qual de nós está menos cansado e sou rápido a responder: “Eu!” Quero é despachar o duche e ir jantar. Há muito que a Ana e o Jorge nos esperam. “O seu quarto fica no segundo andar”, indica-me a doce senhora. Banho, tratar das bolhas nos pés – lindas de morrer! - e finalmente jantar. Bom restaurante, bacalhau delicioso, uma posta enorme, vinho da casa e sobremesa. Sobram só as batatas.

Já sabíamos das dificuldades e ponderações do Vítor, que tinha chegado em grandes dificuldades, e à mesa confirma-nos que não está em condições de prosseguir no dia a seguir. Depois, só me lembro de cair na cama… Mais tarde, o António, com quem partilhei o quarto, diz-me que peguei logo no sono.

Despesas: Almoço - €7; Jantar - €16; Dormida - €35

Video:

Trak:

Participantes

Vitor
Pimenta
Antonio
Gonçalves
Jorge
Ana
Transporte, dormidas e refeições

 Lisboa - Viana do Castelo 23€

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  35€

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13€

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Galeria 2A

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  35€

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23€

Grande Caminhada de 1.200 kms pela costa Portuguesa

com cheiro a mar!...

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