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 Cronica de Março  do Projeto Costapé2019.

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26.04.2019 COSTAPE: Etapa 4d 

        Pedrogão - Nazaré  43 kms

Domingo, 28: Pedrogão – Nazaré, 43 kms
 
Nevoeiro de madrugada. Estamos os três em óptimas condições físicas e preparados para o que der e vier. Iniciamos pela ciclovia, sempre encostados ao Pinhal de Leiria. O nevoeiro retira a perspectiva das retas que temos pela frente. Desta vez, o piso é mais duro e a rota mais silenciosa. Pessoalmente, gosto de ir atrás, porque me dá uma visão mais periférica.
Uma hora depois de arrancarmos, estamos na praia da Vieira à procura de um café. Tudo fechado. Muito cedo para um domingo. O Gonçalves decide dar uma volta pelo centro da terra e descobre uma esplanada impecável, com bom atendimento. Um achado.
De volta à ciclovia, ainda bem que não se vê o horizonte. São quilómetros atrás de quilómetros sempre a direito, sempre igual. O pinhal, vítima de incêndios e tempestades, está destroçado. É de partir o coração ver tudo queimado. Imagino as temperaturas que ali estiveram. Um crime. Nota-se que o andam a limpar e a arrumar os troncos. Os últimos temporais fizeram com que as árvores mais débeis caíssem por terra, e não foram poucas. O Carvalho e o Gonçalves, uns 100 metros à minha frente, também seguem desolados com tão negra paisagem. De vez em quando, passam uns ciclistas que cortam o silêncio de morte. Não há palavras para descrever tanto negrume.
A reta continua e o ritmo sempre certo e descontraído. Algumas horas depois, estamos junto do mar, sobre passadiços. O movimento aumenta, já é domingo de manhã. Mais pessoas a praticarem exercício. As ondas batem com força nas rochas, o barulho é-me familiar. Fazemos um pouco de sobe e desce para visitarmos algumas praias. Mais à frente, os passadiços estão mais degradados e perigosos. Definitivamente, muito mais pessoas a circular, até dá gosto.
Estamos em São Pedro de Moel, belo local para um almoço ligeiro. O Carvalho, o Gonçalves e eu já estamos com apetite. Na aldeia, encontramos um sítio muito simpático e até bairrista. No fim, desejam-nos boa viagem. Acham a ideia de fazer a costa a pé genial.
Daqui para a frente, começam os caminhos variados, no topo das arribas, subidas inclinadas, ora em asfalto, ora em estradões... Uma panóplia de caminhos aos quais temos de nos adaptar. A passagem pela praia de Paredes de Vitória é uma loucura. Tanta gente que se torna estranho andarmos a desviar-nos das pessoas para não batermos nelas. O GPS é fundamental, mas às vezes lá aparece uma vedação ou outra para nos trocar as voltas.
Pequenas subidas íngremes desgastam-nos. Alguma beleza desapareceu. Há mais relevo e zonas verdes no trilho demarcado. A caminhada leva bom andamento e faz calor. Na ciclovia, mais se sente. Com o parque eólico à vista, cresce a esperança de estarmos perto do destino. Passam cicloturistas estrangeiros, em direção a norte.
O nosso caminho é feito de probabilidades, de desafios, de erros e adaptações, de decisões rápidas. Não nos podemos dar ao luxo de grandes enganos, porque o resultado são horas perdidas. Num vale, ao encontrarmos uma vedação, decidimos ir pela praia até ao Sítio. Areia grossa de pouca consistência, uma tortura. As minhas plainas rompem-se e, aos poucos, as sapatilhas enchem-se de areia.
Seguimos um pouco afastados, mas alinhados, eu mais junto ao mar, o Gonçalves no meio e o Carvalho no interior, mais perto das falsésias. Estamos perto. O meu braço direito arde, da exposição ao sol. Lento e difícil este final da etapa. A boca começa a ficar mais seca do que normal, mas tenho de tentear a água. Um pacote de sumo que trago na mochila ajuda-me a hidratar. Finalmente, a praia do Norte. Depois é subir até ao Sítio. Juntos, passo a passo, com muita calma. É com alguma dificuldade que atingimos o topo do quarto dia. Prioridade: ingerir algo doce para manter os níveis metabólicos.
Também não podia faltar a foto de família, tirada por um brasileiro a quase dois quilómetros de distância. Mas a do Sítio para a Nazaré ficaria boa. Por telefone, sabemos que o Rui e a Fernanda estão desesperados à nossa espera, com o carro (e as mochilas) num parque de estacionamento de um hipermercado. Os meus pais também aguardam na Nazaré, para me darem boleia até casa e levarem o Gonçalves até ao Entroncamento. O Carvalho há de apanhar o expresso para Lisboa.
Resta-nos descer desde o Sítio. E quem disse que descer escadas não custa? Docemente, que estamos já a queimar os 43 quilómetros de caminhada. No fim, fazemos a festa. Uma prova de resistência, ao longo de quarto dias, em que estivemos bem fisicamente. Acho que foi do agrado do Carvalho e do Gonçalves, pois estão com ótimo aspeto. Agradeço ao Rui Leal Vaz e à Fernanda Aguiar a disponibilidade para nos acompanhar e ajudar a transportar as mochilas mais pesadas. Um bem-haja para eles. Ao Carvalho e ao Gonçalves, que espetaculares grandes caminheiros!
 
Despesas: Almoço - €12

Video:

Trak:

Participantes:

Pimenta
Carvalho
Gonçalves
Transporte, dormidas e refeições

Almoço: 12€

PPimenta

Galeria 4D

Grande Caminhada de 1.200 kms pela costa Portuguesa

com cheiro a mar!...

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