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 Cronica de Março  do Projeto Costapé2019.

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09.06.2019 COSTAPE

Etapa 6b 

          Ericeira - Almoçageme 28 kms

domingo, 9: Ericeira – Colares, 28 kms

 

Pela primeira vez neste aventura, inicio uma etapa sozinho. Saio às 7h30 e tomo o pequeno-almoço na Ericeira. Toda esta zona está ligada à minha infância. Vou caminhar por locais que percorria desde os 10 anos. Mar calmo, pouco vento. Pela Praia do Sul, em direção à Foz do Lizandro, vou caminhando só e falando para os meus botões todos os bons tempos que ali passei, à descoberta, o mesmo espiríto que mantenho ainda hoje.

A praia está calma e o rio escuro como sempre o conheci. Passo a ponte e sigo pelas Amoreiras, onde se encontra uma fonte centenária. Mais à frente, num trilho em que, nos meus tempos de criança, passava uma pessoa ou uma bicicleta, agora já passa um jipe. A vista é bonita sobre o rio que serpenteia.

Sempre pela margem sul até à foz, lembro o que me espera. A capela de S. Julião é paragem obrigatória para respirar fundo. Respirar o ar do mar batido nas rochas. Sento-me na esplanada de um café, na Praia de S. Julião, a consumir calorias e a olhar para uma subida à minha espera. É uma falésia que faz um planalto, com uma vista lindíssima até ao fim da praia.

O tipo de piso começa a mudar. Mais escorregadio e caminhos mais inclinados. Muita atenção onde ponho os pés. A Praia da Samarra está próxima, mas ando com muita calma para não me magoar. O trilho que vai dar à praia é muito técnico, com inclinação, lama e ervas. Tudo trabalha: pés, pernas e bastões para manter o equilíbrio. Algumas pessoas na Samarra olham-me um pouco admiradas. Para sair da praia, uma subida: se já custava só com o peso do corpo, quanto mais com o da mochila. Toca a subir e a descansar.

O telefone toca. Surpresa: a Sónia Rocha quer vir ter comigo, mas não sabe aonde. Digo-lhe lhe que no Magoito é o ideal. Falta uma hora para lá chegar. Acelero um pouco, erro por 10 minutos. Lá está a Sónia. Desço a encosta em direcção ao estacionamento e fazemos uma festa. Conheço-a há uns 8 anos, de antigas caminhadas que eu organizava, excelente caminheira e companheira de viagem. Paramos num bar para beber e ela saca de alguns alimentos de uma bebida com morangos, especular e muito fresca.

Vamos andando e conversando, das caminhadas da família, das maleitas e dos amigos em comum. O tempo assim passa depressa. Já estamos nas Azenhas do Mar, uma vila lindíssima à beira-mar. Cheia de gente que vem ali passear ao domingo. Lembro-me que ali aprendi a nadar. A conversa vai agradável o o telefone toca de novo. A minha prima quer ver-me. Diz ter visto na net a minha localização em tempo real e faz questão de vir ter comigo. Traz o meu tio e o Sérgio. Grande festa, no meio da estrada, muitas saudades. Sabe bem quando alguém nos conforta.

Picasa

Mais uma paragem na Praia das maçãs, para ingerir líquidos e descansar um pouco. Toda esta zona me diz muito, foi a minha primeira praia. Na altura havia tantos elétricos como autocarros. Os eléctricos saíam da estação de comboios de Sintra e os bilhetes custava dois escudos e meio. Nem todos poderão compreender, pois passaram algumas décadas.

Vamos lá Sónia, falta pouco. Continuamos junto à nacional, pela linha do eléctrico até colares. Sempre admirei aquelas vivendas com bonitas portadas de cores garridas, cheias de arvoredo. Fisicamente vou bem, só os pés estão um pouco doridos do piso irregular na zona das falésias.

Umas fotos em Colares e sentamo-nos numa esplanada a descansar. Como é que a Sónia vai regressar ao seu carro, estacionado no Magoito? Não é fácil, devido à hora e por ser domingo. Além de que táxis em Colares só mesmo uma placa. A Sónia fica na paragem do autocarro e eu vou andando para os Bombeiros Voluntários de Colares. A Sónia manter-me-ia informado sobre o regresso, feito de táxi, a partir da Portela de Sintra.

Durante a semana, tinha falado com o Comandante dos Voluntários do Entroncamento, Rodrigo Bertelo, sobre a hipótese de dormir nos bombeiros de Almoçageme ou Colares. Calhou em Colares. O meu agradecimento. Dormi com o pessoal do piquete, espectacular.

Depois de uma banhoca, vou ver do jantar, por norma a refeição mais pesada do dia. Não é fome, vou chamar de apetite. É domingo, são poucos os restaurantes abertos. O preço da dose esté dentro do orçamento, agora a história do vinho da casa é que me troca as voltas ao pagar. Não tinha necessidade de beber um vinho ao mesmo preço da dose. Enfim, comemoro a vitória de Portugal na Liga das Nações. Sim, tenho direito a ver a final e tudo. Já noite, de vez em quanto, oiço o ranger da porta. São os bombeiros a entrarem aos poucos, silenciosamente. A seguir, adormeci.

 

Despesas: Jantar - €20; Dormida (donativo) - €10

Video:

Trak:

Participantes:

Pimenta
Sónia Rocha

PPimenta

Galeria 6B

Grande Caminhada de 1.200 kms pela costa Portuguesa

com cheiro a mar!...

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