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 Cronica de Março  do Projeto Costapé2019.

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Etapa 13a:

Domingo, 23 de Novembro: Vila do Bispo - Sagres 30 kms

 

Sexta, 22 de novembro:

A saída da estação da CP do Entroncamento, a meio da manhã, está complicada de-vido ao mau tempo. Vale-me a ajuda do Fernando Silva, que me avisa sobre qual o primeiro comboio a ir para Lisboa. As previsões meteorológicas não são muito animadoras, mas pego em duas mochilas e desando.

Em Lisboa, tenho uma amiga à espera para viajarmos rumo a sul. Não posso atrasar-me muito. Temos encontro marcado com outros companheiros em Sagres, onde temos reservado o alojamento. Mas até lá, durante a viagem, muita água haveria de cair. Um autêntico lençol da dita. A ponto de não se ver nada à frente do nariz. As escovas do automóvel não davam saída a tanta água.

Nas calmas, vamos andando. Depois de umas voltas no Algarve, chegamos a Sagres. À porta, a aguardar-nos, estão o António Carvalho e o filho Hélder. Chegamos mais ou menos ao mesmo tempo. O sol já está a desaparecer.

A jovem do alojamento local é muito simpática e prestável. Arrumamos as coisas nos quartos telefono a outra companheira que amanhã também nos vai fazer companhia. Está hospedada com a mãe noutra residencial e vem jantar connosco. Finalmente, a última companheira chegaria de expresso pela uma da manhã.

Durante o jantar trocamos impressões sobre o percurso do dia seguinte. Teremos de fazer uma jogada com o apoio dos carros, de forma a minimizar o peso das mochilas e ficarmos mais ligeiros. Já no fim do jantar telefona-me o Luís Medeiros, a combinar um encontro em Vila do Bispo às sete da manhã do dia seguinte. Que loucura ir de Loures a Sagres, de madrugada, num total de seiscentos quilómetros de carro, contando ida e volta, para fazer 30 quilómetros a pé. É preciso gostar mesmo de caminhar. Ficamos contentes com mais este reforço para o dia seguinte.

Adormeço e durmo até o despertador tocar… às 00h50. Hora de ir buscar a Ana Tavares ao expresso. Está uma ventania e um frio que arrepia.

Despesas: Transporte – €20; Almoço: €8; Jantar – €10; Dormida – €15 (partilhado)

 

Sábado, 23 de novembro: Vila do Bispo – Sagres, 33 kms

 

Acordamos, e ter a certeza de que voltaríamos aquele quarto tranquiliza-nos. Não é preciso andar a correr logo de manhã para arrumar as coisas. Tomamos o pequeno-almoço e arrancamos de carro para Vila do Bispo. À chegada, damos umas voltas à procura de um café, mas só mesmo as bombas de gasolina estão abertas.

Já com o Luís e a Idalina, começamos a caminhar. Estamos na mesma estrada que percorreramos em outubro. Até que saímos por um caminho de terra assinalado um PR (Trilho Ambiental do Castelejo). O caminho vai ficando cada mais estreito e para cúmulo apanhamos uma tenda mesmo montada no meio do trilho. Imagino o susto de quem lá estava dentro a ouvir sete pessoas a passar mesmo encostadas à tenda.

Continuamos com alguma dificuldade, pois o mato vai fechando e o terreno torna-se cada vez mais inclinado. É preciso alguma técnica para progredirmos. Tinha calculado passarmos pela cordilheira de um monte. Espectacular, a paisagem – até ao mar e a ver a praia do Castelejo. Olha uma subida com uma configuração meio estranha mas lindíssima. Tudo muito singular, deserto, e à beira-mar. Começamos a ascenção com calma e, de vez em quando, olhamos para trás para apreciar a vista.

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Paramos a meio para ganhar um pouco de fôlego, ao mesmo tempo que avaliamos alternativas para um possível azimute. Andamos um pouco aos “esses” e chocarmos mesmo com a vegetação. Sete caminheiros com mochilas a desbravar mato para poderem passar e continuar o belo percurso.

Tinha marcado no GPS um trilho que desce uma falésia até à praia e a atravessa, mas a maré está cheia e há muitas pedras na praia. Por essa razão, no momento em que ali passamos, não é possível a subida da falésia mais à frente. Magnífica a vista com a rebentação a bater nas paredes rochosas. Praia da Ponta Ruiva, é o lugar. O caminho tem alguma areia e muita perda bicuda que magoa os pés devido à torção. Se há beleza monótona, é aqui. Ravinas de cortar a respiração.

Caminhamos nas calmas e vamos conversando e tirando muitas fotos. O trilho vicentino vai-nos guiando, mas às vezes encostamos mais ao mar, sem ver que por baixo de nós, muitas vezes, existem cavernas e estamos quase em suspensão. Ao fundo, a Pedra das Gaivotas, um cubo quase perfeito rodeado pela água do mar. Extraordinários os cortes que a natureza faz. Muitos turistas a tirarem fotos com câmaras de grande alcance para registar belezas ímpares.

O grupo vai junto e salteando de pedra em pedra. Já se avista o Cabo de São Vicente. Estamos com sede e precisamos de parar um pouco para comer. Está quase. O pavimento é em pedra cortada, o que magoa muito os pés. Temos que ter muito cuidado onde os pomos – para torcer ou partir é um instante. É doloroso andar assim tantos quilómetros… Há certas pedras que parecem lâminas.

Chegamos ao Cabo de São Vicente com alguma fome. Paramos no forte a comer e a beber. Somos olhados com espanto. Os turistas cumprimentam-nos sorridentes. Aproveitamos para beber uma cervejas a preço de ouro. Descansamos e tiramos umas fotos, finalmente de volta à civilização.

Falta-nos o troço até Sagres. Uma hora depois, continuamos a caminhada junto às falésias, seguindo o Trilho Vicentino inaugurado em 2019, do Cabo de São Vicente a Lagos. O dia vai escurecendo e procuramos o melhor pôr do sol para uma foto. O caminho continua a ziguezaguear.

Chegamos à residencial já de noite, os dias pequenos não rendem. Enquanto a Virgínia e o António vão desmarcar os carros, desta vez para Lagos, nós seguimos para o banho, já a pensar no jantar. O Luís e a Idalina aproveitam a boleia até Vila de Bispo, antes de regressarem a Lisboa.

Eu, a Virgínia, o António, a Elsa e a mãe, a Ana Tavares e o Hélder conseguimos mesa para jantar, mas não é tarefa fácil. O jantar, bom, esse foi cheio de proteínas.

 

Despesas: Almoço – €10 (vários); Jantar – €13; Dormida – €15 (partilhado)

 

Video:

Trak:

Participantes:

Galeria 13A

PPimenta

Grande Caminhada de 1.200 kms pela costa Portuguesa

com cheiro a mar!...

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